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O contrário da Vida!!!

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A vida é curiosa,
Acordo com ela a me bisbilhotar,
Parece uma Hortênsia a desbotar,
culta-me a sua essência,
Fecho os meus olhos calmo e tranquilo,
Vejo-a ofegante e furiosa,
Até parece que chegou a Morte!
Dá-me risos cheios de fortuna,
Será apenas ternura ou sorte?
Um dia sei que me dirá,
Por momentos senti-me único,
De repente, acordo deste sonho transpirado,
Sinto em mim um desejo de ser amado,
Como uma música que precisa ganhar pernas,
Saio deste colchão cheio de molhas parecendo piranhas,
O mundo anda cheio de manhas e fraquezas,
Eu, eu aprendo a lutar com o homem das cavernas,
Parece tudo ser tão fácil neste Universo,
Tudo, até cada verso que escrevo,
Até a VIDA o é,
Mas, existe sempre o mas não é?
Claro tem de existir!
Sobrevivência,
Apenas Existência!





Fugindo a Mágoas!!!

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A vida em nós é uma mudança,
A cada dia crescemos numa pequena balança,
Recordo a melodia em que sonhei,
Fechando e deixando me levar no tempo,
Nessa névoa ou penumbra que me deixarei cair,
Olhando a tristeza do passado em Setembro,
Sentado na janela do meu quarto olharei o céu por alguém,
A cada folha que voa em torno de Eu,
A cada um par de três em um,
Saltarei por um só jejum,
Que seja meu padroeiro "O sermão aos Peixes",
Que me minha Avó me ergue em Deus,
Que a liberdade minha ou tua se abra em Feixes,
Agora, só por este e meu pequeno sossego,
desassossego, ou importância de tal,
Por mais que deite este pobre cal,
Por mais que escute a minha voz eterna,
Sobreviverei a cada triste folha que trespasse me,
De repente um rodopio de vivacidade,
Tudo se fez "Claro",
Um diluvio de emoção,
Embalo me nesta canção.
Por fim fecho me no seu som,
alegre e Espadarte Som!
Adeus....

...Relembrar...Viver

ABC é como dizer WYZ,
O que são estas letras,
Pensem por vós,
Ou então digam-me a mim,
O que vem em nós,
É uma pergunta que me faço todos os dias,
Cada parte da minha, da tua, ou da nossa cresceu para o Universo,
Quero queimar a agonia do meu povo,
Sentir a leve brisa de cada verso,
A melodia de quem me trás alegrias,
A vitalidade dos que lutam por um meio ... melh...or,
Onde? Aqui? 2100..........talvez,
Perdoem-me pequenos profetas,
Ainda não encontrei as metas,
Afinal onde começa o nosso caminho,
Já não oiço o moer do antigo moinho.
Já não sei nada mesmo.
Fecho os olhos e lembro o quanto havia harmonia,
Porra!!! Havia muita gente nesta via.
Agora só o pensamento da mudança,
E o vento traz e leva a bonança,
Mas um dia voltaremos a ser capitães,
A erguer o Cravo das nossas Mães...









Refúgio

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entro neste quarto húmido,
sinto o teu cheiro,
refúgio por entre este nevoeiro,
preso nesta corrente velha e corroída,

minha mente está moída,
procuro te por entre estes arbustos,
entre medos e sustos,
labirinto temente,

aparece,
foge e tece,
de repente cais nos meus braços,
és a minha eternidade,

crescem em nós laços,
neste mundo desconcertante,
olhando esta sociedade desconcertante,
penso como tu és
realmente maravilhosa,
única e fabulosa.

Espelho de Alma

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Em cada palavra que escrevo,
procuro um caminho sem erros,
é como procurar um trevo de quatro folhas,
difícil, mas não impossível,
não tornando-o ilegível,

Em cada som que oiço,
fecho me em inúmeras vibrações,
atravesso um adormecido maroiço,
carrego um dilúvio de emoções,
correntes que me pesam a alma,

Só quero gritar aqui,
libertar me deste desassossego,
correr, correr sem desvanecer,
combater o meu ego,
rasgar estas linhas sem me perder,

Sentir uma explosão de LIBERDADE,
A sobrevivência do meu ser.










Luta Impetuosa

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Oiço a água escorregar,
sinto o fervoroso suor destes azulejos,
fujo e refúgio me neste lugar,
perdido neste nevoeiro doentio e penoso,

Lentamente perco me num único desejo,
rasgo esta tenebrosa tempestade,
luto até ao último folgo,
até ao último batimento,
o meu coração respira bondade,
oh alma minha que me estrangula.
Vai te embora oh maldito sentimento!

Estou preso a ti como um insecto numa teia,
como se fosse a tua última ceia,
tento me libertar deste mar revolto,
este monstro que em mim se encontra solto,
quero fugir desta selva moribunda,
cheiro corrosivo que acorrenta suas raízes,

No meu bolso empobrecido carrego uma pequena funda,
ela e eu lutaremos até morrer,
enquanto meu suspiro não ceder,
 sonharei erguer me homem,
sentir o calor daquela flor que um dia colhi,
que um dia em mim senti...










Afinidade Temporal

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Por entre ventos fortes eu caminho,
chuvas torrenciais,
minha cabeça parece um remoinho,
as folhas que caem parecem furiosas,
as abelhas estão curiosas,
procuram um abrigo para se refugiar,
eu apenas procuro o teu olhar,
sentado a beira-mar,
palpita me memórias fogosas,
lembranças amorosas,
quero cair nesta onda enorme,
ficar enraizado nela,
fustigado por  uma caravela portugesa,
sentir o calor de uma vela acesa,
como se fosse o teu corpo no meu,
as profundezas do teus lábios consomem me,
és a água pura que procuro,
o meu passado, presente, futuro,
a cada minuto,
a cada segundo,
és o meu fruto,
sejas proibido ou não,
quero mergulhar e te encontrar,
posso até morrer numa prisão,
mas eu quero te ter por um momento,
e morrer contigo no tempo.