Tu



passam horas,
onde moras,
não te escondas,
debruça te sobre essa janela,
que enfeitiça o teu quarto,
torna te bela,
e fico farto,
de estar aqui Tão longe,
parecendo estar perto,
e torna-se incerto,
não sou monge,
nem de ferro,
carrego um coração d'ouro,
ao subir este miradouro,
observo te, e penso como és perfeita,
um regalo desta natureza imperfeita,
sobressais a primeira vista,
vestes um vestido lindo e perfumado,
o cheiro que vai no ar é uma pista,
das me a volta a cabeça,
nem que eu meça,
este sentimento que em mim se liberta,
não é por medida, nem quantidade,
é uma grandeza que me desperta,
não me interessa a idade,
sinto chegar o vento que me acolhe,
vai levar por vales e colinas,
nem que a chuva molhe,
eu vou te encontrar, nem que percorra minas,
semeaste em mim uma planta,cresceu, deu a luz este fruto,
é um amor saciante, intenso, sem nada de bruto,
é verdadeiramente inocente,
traços de eloquente,
eu vou te amar para sempre,
oh terra de um só ventre.

o poeta

Comentários

Delirius disse…
Meu Deus, que fantástico poema!

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