Desabafos


Solto a voz,

gritos arrasadores,

ventos enfurecedores,

corro sem rumo,

sem destino ou paragem,

a chuva liberta me emoções,

provoca calores, explosões,

onde pára esta viagem,

esta muralha de fraquezas,

procuro entre arbustos envelhecidos,

lembranças infantis,

momentos nunca esquecidos,

outraora sentidos,

brincadeiras inocentes,

amigos infinitos,

saltavam, corriam, escondiam-se,

cantavam,

divertimentos vividos,

deparo me sozinho,

nesta floresta por onde caminho,

agora solitária,

assombrosa, erudita,

despareceu a alegria,

liberdade de um dia,

desapareceu,

o mundo cedeu,

enolvidas num remoinho,

folhas se dispersam,

fujo desta planície,

fogosamente apetecível,

vou...vou para onde,

confusões mentais,

deixo me levar pelo vento,

com a minha bussola,

o meu coração.



o poeta

Comentários

Joie disse…
Obrigada por sua visita e lindo poema deixado na minha ausência.

Agora deixou-me verdadeiramente emocionada com este poema que acabo de ler.

Desejo-te um dia maravilhoso!
Joie
Delirius disse…
Devo dizer-te que há muito tinha dado pela tua presença aqui, e sempre venho ler-te, estás na minha lista de poesia a ler. Passo discretamente por me parecer que é assim que te sentes bem..., discretamente!...
Parabéns pela tua poesia.
Beijo

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